ACADEMIA DORENSE DE LETRAS

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Lançado edital da segunda edição da REVISTA DA ACADEMIA DORENSE DE LETRAS.

ACADEMIA DORENSE DE LETRAS Nossa Senhora das Dores (SE) Edital nº 01/2021 Revista da Academia Dorense de Letras (2ª edição) A Academia Dorense de Letras (ADL) torna público o edital da 2ª edição da Revista da Academia Dorense de Letras, uma publicação eletrônica que tem por objetivo oportunizar aos leitores o acesso a escritos os mais diversos. O presente volume, a ser lançado no mês de outubro de 2021, constará de um dossiê temático, intitulado de “Dorensenidade”, no qual constarão textos de variados gêneros literários que versam sobre aspectos do município sede da ADL, Nossa Senhora das Dores (SE). Além do referido dossiê, a Revista terá uma seção livre, com poemas, contos, crônicas, artigos, dentre outros, com temática a critério do autor, desde que não contenham conteúdos de cunho político-partidário, violência de gênero, racismo, preconceito religioso ou firam quaisquer outros preceitos estabelecidos na Constituição do Brasil. Normas para submissão de artigos acadêmicos, resenhas, ensaios e textos literários 1. Fonte Times, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas, 3 cm para todas as margens; 2. Obedecer à seguinte sequência: Título em caixa alta (tamanho 12, negrito, espaço 1,5 e centralizado); Um espaço duplo; Nome do(s) autor(es) (só serão aceitos textos com até dois coautores); Filiação científica e referências do(s) autor(es) em nota de rodapé (preferencialmente, última titulação, Cidade, Estado, País e e-mail); A palavra "RESUMO" deve vir em caixa alta e negrito, seguida de dois-pontos e o texto de resumo na mesma linha (entre 250 e 400 palavras); O termo "Palavras-chave" deve vir logo abaixo do resumo, em negrito, fonte normal, seguido de dois-pontos (até 5 palavras, separadas por ponto). 3. Referências conforme as normas da ABNT (somente obras citadas no texto; referências da internet não devem vir com fonte colorida nem grifo). 4. Os artigos devem ter entre oito e doze páginas, incluindo as referências. 5. Notas de rodapé devem estar com alinhamento justificado. 6. Introdução, Considerações Finais e Referências não devem vir numeradas. 7. Os ensaios devem obedecer à mesma formatação com limitação de até seis páginas. 8. As resenhas também seguem a mesma formatação, mas com limitação entre três e cinco páginas. 9. Por fim, os textos literários semelhantemente devem ter a mesma formatação com limitação de até cinco páginas. 10. Apenas os artigos científicos devem ser acompanhados de “Resumo” e “Palavras-chave”. As submissões ocorrerão através do e-mail academiadorensedeletras@gmail.com O prazo máximo para envio de texto é o dia 01 de outubro de 2021. Não será cobrada taxa de inscrição. Cordialmente, Luís Carlos de Jesus Presidente da Academia Dorense de Letras
Acesse a primeira edição da Revista da ADL através do link https://drive.google.com/file/d/1KkuQDRdSflZjs5zulvS8gBHba7tI_qSw/view?ts=61535109

sábado, 6 de junho de 2020

A ACADEMIA DORENSE DE LETRAS E SEUS CINCO ANOS DE EXISTÊNCIA (texto da 3ª Antologia, 2019, p. 13-16)

A transformação passa pelas mãos do homem como algo inevitável e atemporal. A instituição literária que esse ano comemora meia década, surgiu no intuito de levar e descobrir novas maneiras e meios de se oportunizar e espelhar as novas gerações; fruto de persistência, dedicação e empenho, atirados ao chão da arte. Nesses cinco anos, a Academia Dorense de Letras realizou diversas ações em prol da literatura, da pintura, da música, das diferentes maneiras de expressões artísticas e culturais, do reconhecimento ao que existe e que se produz no solo dorense. As celebrações pela criação da ADL começaram ainda em 2018, quando a instituição realizou, em 20 de outubro, o II Encontro Dorense de Escritores, Leitores e Fomentadores da Leitura, em parceria com o grupo de jovens universitários e propagadores do livro intitulado de “SonhaDores”. Naquela ocasião, o público foi contemplado com mesa redonda na qual se debateu o tema “Juventude e protagonismo”, com falas de jovens escritores, artistas e agentes sociais. Também foi lançada a 2ª Antologia Literária da Academia, com mais de 40 textos, entre crônicas, poesias e ensaios compostos por mais de 30 autores dorenses, muitos deles estreantes na publicação de um livro. Já em 24 de novembro de 2018, o Museu Caipira e a Mata da Varginha, localizados no povoado Cachoeirinha, em Nossa Senhora das Dores, receberam o I Seminário de Educação Patrimonial, com o tema “Conhecer para preservar”. Com o objetivo de promover ações de educação com foco no patrimônio histórico-cultural e ambiental, assim como criar um sentimento de preservação a partir do conhecimento da história e da cultura dorense, o evento foi uma promoção da Academia em conjunto com o Museu Caipira e o SonhaDores e contou com rodas de leitura e visitas guiadas, tendo como participantes acadêmicos, professores e estudantes. Ainda em 2018, a Academia Dorense de Letras, com o intuito de congregar mais talentos em seu meio, deu posse a novos acadêmicos. A professora Maria Izabel de Menezes Miranda e o memorialista Hélio José Porto tornaram-se correspondentes da instituição em São Miguel Paulista/SP e Aracaju/SE, respectivamente. Já o filho do patrono da cadeira 19 da ADL (Capitão Theodomiro Campos) e preservador de sua memória, Izallete de Azevedo Campos, e o jornalista e cineasta Demóstenes Silva de Araújo (Dida Araújo), foram agraciados com o título de membro honorário da Academia por seus serviços prestados à divulgação e preservação da história e da cultura do município. Dando sequência às suas ações, no dia 09 de março, em sua primeira reunião bimestral do ano de 2019, na sede provisória, situada na Trav. Rosângela Oliveira Sobral, 97 A (próximo a caixa d´água), a ADL promoveu homenagens em comemoração ao dia da mulher, com recitação e declamação de poesias. Na oportunidade, além da discussão da pauta e sugestões de novas ações, o encontro foi finalizado com o apetitoso “Café Literário”. Em comemoração ao “Dia Municipal da Poesia”, dia 26 de março, data escolhida em homenagem ao aniversário da cordelista e poetisa dorense Maria Salete da Costa Nascimento e instituída através de proposta do vereador Fabrício Moreira aprovada por unanimidade pelos demais edis (projeto de lei 008/2018, de 07 de fevereiro de 2018), realizou-se pela primeira vez no povoado Gado Bravo Sul tal comemoração. Participaram da festividade local acadêmicos, alunos, professores e comunidade em geral. A programação contou ainda com apresentações musicais e declamações de poesia de autores dorenses e foi realizado em espaço da sede da ONG Cultivar naquele povoado, instituição parceira presidida pela acadêmica De-lúcia Sobral e que atende crianças e adolescentes da região sul do município. Durante o evento, a acadêmica Salete Nascimento, grande homenageada, brindou o público com o lançamento do cordel “Nossa Senhora das Dores – minha terra, minha gente”. Já no mês de abril, durante sessão ordinária da Academia ocorrida no dia 27 na sede da instituição, os acadêmicos foram premiados com duas conferências ministradas por novos membros efetivos da ADL, que serão empossados nas festividades de sua instalação. O pedagogo e agente comunitário de saúde Valtênio Santos Santana abordou o tema “O Museu Caipira e os 160 anos do município de Nossa Senhora das Dores”, com foco na preservação das memórias locais. Já o músico e compositor José Cícero Soares tratou da “Poética da composição do hino oficial de Nossa Senhora das Dores”, obra de sua autoria e vencedora de concurso em 2002, através do qual foi oficializado através de lei. A programação prevista para o mês de maio, tem como foco o conhecimento e reconhecimento acerca da cultura, da literatura e das artes do próprio município. No dia 07 de maio, data em que se comemora o “Dia Municipal do Escritor” (projeto de lei número 007/20148, aprovado em 19 de março de 2018) e aniversário de fundação da ADL, as atividades serão realizadas por meio de visitas guiadas à sede da Arcádia Literária, sendo o público-alvo estudantes do ensino fundamental e médio, objetivando conhecer a história da instituição e dos patronos, bem como debater obras de autores dorenses sobre a importância dessas obras para a comunidade e com isso despertar nos alunos o gosto pela leitura e escrita. A programação irá seguir no dia 08/05, em comemoração ao dia do artista plástico brasileiro, com as atividades elencadas acima focando e despertando também, o gosto pelas artes plásticas. Finalizando no dia 09 do mesmo mês, numa “Quinta Literária” com o tema “professor: semeador da transformação”, a sua programação, desta vez voltada ao público homenageado, os professores. E, fechando o primeiro semestre, no dia 10 de junho, às 19h na Câmara Municipal, a ADL dará posse a novos acadêmicos em sessão solene conjunta entre as duas instituições. Serão inseridos novos membros entre honorários, correspondentes e efetivos e ainda a entrega de títulos de cidadania dorense, pela Câmara de Vereadores, ao jornalista Domingos Pascoal de Melo, ocupante da cadeira número 11 da Academia Dorense de Letras e mentor da sua criação e da expansão das academias pelo interior sergipano. Encerrando a programação e comemorando os 160 anos de emancipação política do município será lançada, no dia 11 de junho, às 9h na Câmara Municipal, a 3ª Antologia Literária da Academia Dorense de Letras, composta por escritos de acadêmicos, professores e estudantes e com foco na história e na cultura do município aniversariante. Assim a Arcádia comemora seu aniversário cumprindo sua função literária, artística, social e humana sob o solo dorense. Nossa Senhora das Dores (SE), 28 de abril de 2019.
Jânio Vieira dos Santos (poeta, estudante do curso de Letras-Português na Universidade Federal de Sergipe e ocupante da cadeira número 17 da Academia Dorense de Letras)
João Paulo Araújo de Carvalho (professor, historiador e ocupante da cadeira número 08 da Academia Dorense de Letras)

3ª Antologia Literária da Academia Dorense de Letras (ArtNer, 2019) - Apresentação

As datas comemorativas são oportunidades de celebrar acontecimentos carregados de significados históricos e/ou culturais. Este ano, 2019, é marcado por duas datas que englobam bem esse sentido de exaltação. Ao município de Nossa Senhora das Dores/SE no dia 11 de junho de 1859 foi conferida a Emancipação Política. Em 2014, na data dessa celebração, e como comemoração aos 155 anos desse fato histórico, foi instalada a Academia Dorense de Letras (ADL), instituição que nasceu sedimentada no propósito de enaltecer e dar visibilidade aos elementos históricos e, principalmente, culturais, os quais compõem o sentimento de pertencimento a essa terra – Dorensenidade. Nesta data tão especial temos que destacar os baluartes: o jornalista Domingos Pascoal de Melo, mentor da ideia para que a ADL se erigisse, dentre outras no estado de Sergipe; e o professor João Paulo Araújo de Carvalho, pela iniciativa de convencer outros abnegados do Projeto Memórias para a criação da instituição. Ao festejarmos, em 2019, 160 anos de Emancipação Política de Nossa Senhora das Dores, oportunamente, cada dorense é convidado a refletir sobre suas reais contribuições para o enobrecimento dessa terra com tantas devoções religiosas, belezas naturais ainda inexploradas e rico patrimônio histórico-cultural. Nós, acadêmicos, somos gratos a cada dorense e amigo que acredita em nossas ações, consomem nossas produções e se predispõem a subsidiar parte de nossos projetos. A Academia Dorense de Letras tem no seu quadro de confreiras e confrades: cronistas, cordelistas, historiadores, poetas, contistas, músicos, artistas plásticos, curador de museu, professores, agentes socioculturais, agrônomo e sacerdote. Essa abrangência faz da ADL uma instituição com atuação exitosa nas mais diversas atividades em que se envolve. Em seu primeiro quinquênio, a ADL disponibiliza aos seus admiradores e colaboradores a 3ª Antologia Literária da Academia Dorense de Letras. Obra que apresenta breve biografia dos patronos da academia e uma miscelânea textual de acadêmicos e amigos que têm alguma afinidade com Nossa Senhora das Dores/SE e que disponibilizam seus escritos à apreciação do leitor, dorense ou não. Boa leitura!
Luís Carlos de Jesus Presidente da Academia Dorense de Letras

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

ACADEMIA DORENSE DE LETRAS Fundada em 07 de maio de 2014 / Instalada em 11 de junho de 2014 EDITAL Nº 01/2017 O Presidente da Academia Dorense de Letras (ADL), Professor João Paulo Araújo de Carvalho, no uso de suas obrigações estatutárias convoca para o dia 09 de dezembro do ano em curso Assembleia Geral desse sodalício para a realização de Eleições gerais com vistas à formação da nova Diretoria da referida Academia, para o biênio 2018-2019. Ao mesmo tempo, torna público aos membros deste sodalício que estão abertas até o dia 30 de novembro as inscrições de chapas para concorrerem nas referidas eleições, cujos cargos a serem preenchidos, em acordo com os artigos 16 e 22 do Estatuto da ADL, são os seguintes: “Art. 16. A Diretoria será constituída por um(a) Presidente, um(a) Vice-Presidente, um(a) Secretário(a) e seu suplente, um(a) Tesoureiro(a) e seu suplente e dois Conselheiros. Parágrafo único – O mandato da Diretoria será de 2 (dois) anos, sendo vedada mais de uma reeleição consecutiva. (...) Art. 22. O Conselho Fiscal será constituído por 3 (três) membros e seus respectivos suplentes, eleitos pela Assembleia Geral. § 1º O mandato do Conselho Fiscal será coincidente com o mandato da Diretoria; § 2º Em caso de vacância, o mandato será assumido pelo respectivo suplente, até o seu término.” Ainda de acordo com o Estatuto da Academia Dorense de Letras: “Art. 17. Compete à Diretoria: I – elaborar e submeter à Assembleia Geral a proposta de programação anual da academia; II – executar a programação anual de atividades da ADL; III – elaborar e apresentar à Assembleia Geral o relatório anual; IV – reunir-se com instituições públicas e privadas para mútua colaboração em atividades de interesse comum; V – contratar e demitir funcionários; VI – outras atividades necessárias ao fiel cumprimento do presente estatuto. Parágrafo único – A Diretoria se reunirá, no mínimo, uma vez por bimestre. Art. 18. Compete ao Presidente: I – representar a Academia Dorense de Letras judicial e extrajudicialmente; II – cumprir e fazer cumprir o presente Estatuto e o Regimento Interno; III – presidir a Assembleia Geral; IV – convocar e presidir as reuniões da Diretoria; V – outras atividades necessárias ao fiel cumprimento do presente estatuto. Art. 19. Compete ao Vice-Presidente: I – substituir o Presidente em suas faltas ou impedimentos; II – assumir o mandato, em caso de vacância, até o seu término; III – prestar, de modo geral, sua colaboração ao Presidente; IV – outras atividades necessárias ao fiel cumprimento do presente estatuto. Art. 20. Compete ao Secretário: I – secretariar as reuniões da Diretoria e da Assembleia Geral e redigir as atas; II – publicar notícias das atividades da entidade no site oficial da ADL (quando existir); III – elaborar a correspondência oficial e arquivá-la; IV - outras atividades necessárias ao fiel cumprimento do presente estatuto. Parágrafo único – Na ausência do Secretário, este deve ser substituído pelo Suplente. Art. 21. Compete ao Tesoureiro: I – arrecadar e contabilizar as contribuições dos associados, rendas, auxílios e donativos, mantendo em dia a escrituração da Instituição; II – pagar as contas autorizadas pelo Presidente; III – apresentar relatórios de receitas e despesas, sempre que forem solicitados; IV – apresentar ao Conselho Fiscal a escrituração da Academia, incluindo os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas; V – conservar, sob sua guarda e responsabilidade, os documentos relativos à tesouraria; VI – manter todo o numerário em estabelecimento de crédito; VII – outras atividades necessárias ao fiel cumprimento do presente estatuto. Parágrafo único – Na ausência do Tesoureiro, este deve ser substituído pelo Suplente. (..) Art. 23. Compete ao Conselho Fiscal: I – examinar os livros de escrituração da Instituição; II – opinar sobre os balanços e relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade; III – requisitar ao Tesoureiro, a qualquer tempo, documentação comprobatória das operações econômico-financeiras realizadas pela Academia; IV – acompanhar o trabalho de eventuais auditores externos independentes; V – convocar extraordinariamente a Assembleia Geral; VI – outras atividades necessárias ao fiel cumprimento do presente estatuto. Parágrafo Único – O Conselho Fiscal se reunirá ordinariamente a cada 12 (doze) meses e, extraordinariamente, sempre que necessário.” De acordo com o Regimento Interno da ADL, podem concorrer aos referidos cargos todos os membros titulares do Sodalício quites com suas obrigações. “§ 1º - As chapas concorrentes deverão ser apresentadas, completas, em dia, local e horário estabelecidos pela diretoria em exercício. § 2º - Os acadêmicos titulares candidatos, necessariamente terão que estar quites com suas obrigações financeiras com a instituição até o momento de registro da chapa a que pertencer. § 3º - Poderão concorrer à presidência, além dos membros fundadores, o membro titular com mais de 1 (um) ano de posse como acadêmico. § 4º - Poderão exercer o direito de voto todos os acadêmicos titulares quites com suas obrigações financeiras com a instituição até a data da eleição.” Fica determinado como local para realização das eleições a sede provisória da Academia, situada à Trav. Edezio Vieira de Melo, 96 A, nesta cidade. A primeira convocação ocorrerá às 15 horas do dia 09 de dezembro de 2017 e a segunda às 15 horas e 30 minutos, oportunidade na qual se dará início ao processo eleitoral com o quórum presente. Encerrado o prazo para inscrição de chapa se dará publicidade ao Sodalício das chapas inscritas. Nossa Senhora das Dores (SE), 10 de outubro de 2017. Cordial abraço, Professor João Paulo Araújo de Carvalho Presidente da Academia Dorense de Letras

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ADL CELEBRA COM MÚSICA E POESIA SEUS 2 ANOS DE FUNDAÇÃO

No último dia 07 de maio de 2016 a comunidade de Nossa Senhora das Dores (SE) celebrou os dois anos de fundação da Academia Dorense de Letras (ADL). O evento ocorreu no Salão de Festas situado à Trav. João de Oliveira Paes, no centro da cidade, e contou com a presença de escritores, músicos, poetas, estudantes e representantes de instituições religiosas, culturais e educacionais do município e da Academia Gloriense de Letras (AGL), o primeiro sodalício do interior sergipano que se fez presente através do acadêmico Lucas Lamonier. A vasta programação contou com relançamentos de livros, declamações de poesias, homenagem às mães, debate entre escritores de várias gerações, além de apresentações musicais dos acadêmicos Jânio Vieira e Geruza Santos e dos jovens que compõem as oficinas de música da ONG Cultivar, situada no povoado Gado Bravo Sul e coordenada pela acadêmica Delúcia Sobral. Na fala dos oradores, acadêmicos ou membros da comunidade, o legado que a ADL deixa nesses dois anos de funcionamento, sobretudo, o grandioso número de lançamentos literários e eventos culturais organizados ou incentivados pela Academia, bem como o trabalho de incentivo à leitura e à descoberta de novos talentos artísticos e literários que vem sendo feito nas escolas, em especial através da "Quinta Literária", evento promovido pela ADL desde o início de suas atividades e que já gerou até mesmo a produção de um livro escrito por 49 alunos de uma das maiores escolas públicas de Nossa Senhora das Dores. Além do mais, a Academia tem promovido também o "Café Literário" (o primeiro ocorrido em 08 de março por ocasião do "Dia Internacional da Mulher") e oficinas de produção textual. Texto: ADL / Fotos: Betinho (Fontes fotografia)

domingo, 1 de maio de 2016

ADL COMPLETA DOIS ANOS DE FUNDAÇÃO NO PRÓXIMO DIA 07 DE MAIO

No próximo dia 07 de maio de 2016 a Academia Dorense de Letras celebra seu 2º aniversário de fundação com a realização da I Feira Lítero-Cultural. A instituição vem difundindo as letras no município através da literatura, da cultura, da educação e das artes. Desse modo, os acadêmicos prepararam uma vasta programação para o mês de maio. Na data magna, 07 de maio, às 8 horas da manhã, ocorrerá um sarau poético (com a participação de alunos do Colégio Estadual General Calazans)e a mesa-redonda "Jovens Escritores" (com alunos e ex-alunos do Colégio Estadual Prof. Fernando Azevedo que participaram do Projeto "Construção Historiográfica" e do Concurso Literário da Loja Maçônica Cotinguiba), além de relançamentos de livros de acadêmicos e apresentações musicais do grupo de flauta doce e cordas da ONG Cultivar e dos acadêmicos Geruza Santos e Jânio Vieira. O evento acontecerá no salão de festas em frente ao Bar da Traíra (Calçadão João de Oliveira Paes).
Além da Feira Lítero-Cultural, a ADL se fará presente, durante todo o mês de maio, em diversas escolas dorenses, nas quais realizará oficinas, contação de histórias e roda de leitura. Essas atividades serão ministradas pelos acadêmicos e pelas educadoras do projeto "Baú de Leitura" (UNICEF/Secretaria Municipal de Educação).

quinta-feira, 4 de junho de 2015

ACADEMIA DORENSE DE LETRAS COMEMORA PRIMEIRO ANIVERSÁRIO COM POSSES DE ACADÊMICOS

A Academia Dorense de Letras foi fundada em 07 de maio de 2014 e instalada em 11 de junho do mesmo ano. E para marcar as comemorações de seu primeiro aniversário e relembrar as fecundas atividades literárias e culturais desenvolvidas nesse período, acadêmicos e comunidade estarão reunidos no próximo dia 6 (sábado), às 16 horas, na Câmara de Dirigentes Lojistas de N. Sra. das Dores. Na oportunidade, ocorrerão as posses da acadêmica-fundadora Maria de Lourdes Santos Cerqueira (psicopedagoga e cordelista) e de três novos acadêmicos. Os novos membros são o poeta Jânio Vieira dos Santos, o professor e geógrafo José Wagner Costa de Santana e o professor e biólogo Nivaldo Alves de Moura Filho. Os quatro empossados têm como patronos de suas cadeiras, respectivamente, Cônego Miguel Monteiro Barbosa, Professora Maria da Glória Santos, Fotógrafo Roberto Fontes de Santana e Manuel Pereira dos Santos (cuja história está ligada à Procissão do Madeiro). O evento contará, ainda, com apresentação musical de "Filhos da Revolução", declamação de poesias e apresentação cultural do Grupo Renovação.

domingo, 22 de março de 2015

POETISA ANETE SANTANA lança O AMOR TRANSFORMA HISTÓRIAS

Na última sexta-feira, 20 de março de 2015, a Biblioteca Municipal Álvaro de Souza Brito foi palco do lançamento do livro "O Amor transforma histórias", de autoria da poetisa dorense Maria Anete Santana. O evento foi coordenado pelo acadêmico Ari Pereira de Souza, que também é presidente do Projeto Memórias, e contou com a presença de vários acadêmicos, poetas, autoridades da educação, familiares e da comunidade dorense. A animação ficou por conta dos jovens João Pedro e Jailton Filho (grupo Filhos da Revolução), que cantaram sucessos da MPB. Maria Anete Santana nasceu em Nossa Senhora das Dores, Sergipe, sendo filha de Maria Anita de Santana e Antônio José de Santana. Suas raízes estão no povoado Maçaranduba, situado na região sul do município, sendo que sua população atualmente vive da criação de gado e do cultivo de feijão e mandioca. É, também, um rico celeiro cultural, vez que hoje ali residem os últimos tocadores de pífano das terras dorenses. Do nosso Maçaranduba Anete migrou para o Estado de São Paulo, em busca de melhores condições de vida. Na maior metrópole da América Latina, cursou o ensino fundamental e médio no Colégio Mauá (em Perdizes) e graduou-se em Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Língua Inglesa nas Faculdades Oswaldo Cruz, na Barra Funda. Ao concluir o curso de Letras, ingressou na carreira do magistério estadual, tendo lecionado nas Escolas Celestino Correia Pina e Benedito Lima Tucunduva (ambas em Carapicuíba) e Kátia Maria Leme Tonelli (em Franco da Rocha). Atualmente, às vésperas de sua aposentadoria, tem buscado uma ligação maior com a terra natal, a qual tem visitado com mais freqüência desde o ano de 2014, inserindo-se nos meios culturais, sobretudo literários, dorenses. Seguindo esse caminho de retorno às raízes, lança sua obra “O amor transforma histórias”, fruto da sua experiência poética nas escolas nas quais lecionou e incentivou os alunos a mergulharem na literatura, através da promoção de saraus e da publicação de poesias. Sintetizando sua relação com a escrita e sua missão como educadora, assim expressou-se a autora na apresentação de sua obra: “Além da prática de produzir poesia na escola, como cidadã e como educadora, sempre tive um objetivo, de socializar e de humanizar os leitores, tendo em vista a liberdade que a poesia nos proporciona, permitindo que os mesmos transcendam os limites, conquistem o próprio universo, conheçam e abordem os assuntos pertinentes na sociedade, pois sempre estive atenta a situação avassaladora, onde a violência e a agressividade se fazem presentes em nosso cotidiano, escrevi estas poesias com o desejo de conscientizar os leitores, a fim de que percebam o quanto a vida é maravilhosa, o quanto dependemos de uma convivência harmoniosa em todas as dimensões”. Deliciemo-nos com “O amor transforma histórias”. Texto: João Paulo Araújo de Carvalho Fotos: socurticao.net

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Povoado Itapicuru rende graças a seu filho mais ilustre

Na última sexta-feira, 16 de janeiro de 2015, os instrumentos de trabalho da roça repousaram no povoado Itapicuru, município de Nossa Senhora das Dores. A enxada, a foice e o empenado ficaram no canto sem uso, pois, seus donos deixaram por alguns instantes a lida diária para homenagear o mais ilustre filho daquele chão pela passagem dos seus 84 anos e também pelo lançamento de seu livro, no qual o povoado é uma das fontes de inspiração para os versos ali contidos. Foi um dia memorável para todos os moradores de Itapicuru e também dos vizinhos Borda da Mata, Cachoeirinha, Maçaranduba e Gado Bravo Sul que ali também estiveram. A Escola Anísio Teixeira ficou pequena para as pessoas que durante toda a manhã se aglomeraram em torno da obra do cordelista itapicuruense José Barbosa, mais conhecido na região como Josias. No dia do seu aniversário natalício, 84 anos, a Academia Dorense de Letras e o Projeto Memórias presentearam o aniversariante e seus conterrâneos com o lançamento da obra completa de José Barbosa, obra esta até então quase toda inédita e que agora se perpetuará para as gerações vindouras. Apenas 10 dos seus trabalhos já tinham sido publicados anteriormente, com apenas 10 unidades de cada. Estes trabalhos foram levados a Dores pelo itapicuruense Renato (conhecido como Renato motorista da prefeitura) e entregues ao agente cultural Ari Pereira há alguns anos. Ari deu acesso ao Projeto Memórias que fez a publicação, em 2010, de 100 exemplares de “Vida de Cangaceiro”. Afora estes 10 trabalhos, os demais estavam apenas em sua memória e foram objeto de várias visitas do Projeto e depois da ADL para gravação em vídeo ao longo destes anos, até que agora as mesmas deram lugar ao livro. Além dos moradores dos povoados já citados, o lançamento do livro “Meu nome é José Barbosa, meu apelido é Josias...” contou com as presenças dos acadêmicos da Academia Dorense de Letras (Ari Pereira de Souza, Domingos Pascoal de Melo, Gilberto Luiz Araújo Santana, João Paulo Araújo de Carvalho, José Barbosa e Luís Carlos de Jesus), da Academia Itabaianense de Letras (Antônio Francisco de Jesus, o Saracura), da Academia Lagartense de Letras (Euclides Oliveira) e da Academia Laranjeirense de Letras (Augusto dos Santos) e dos Professores Genilton Costa (representado a Secretaria Municipal de Educação), Maria Rivaneide (diretora da Escola Anísio Teixeira) e Maria Auxiliadora de Oliveira (Sily). O evento foi abrilhantado pelo Grupo “Música no Campo”, que faz parte da Ong Cultivar (povoado Gado Bravo Sul) e é contemplado pelo Projeto “Criança Esperança”, bem como pelos poetas Jânio Vieira (povoado Gentio), Carlos César (povoado Borda da Mata), Cleones e Crisnanda, que declamaram poesias em homenagem ao aniversariante. Espetáculo à parte foi a participação da irmã do autor, Maria Jovina, 93 anos, que também declamou e encantou a todos os presentes. Também marcou presença a poetisa dorense Maria Anete Santana (atualmente residente em São Paulo), que é natural da região. Ao final, o mais ilustre filho do Itapicuru, Josias, declamou vários de seus versos levando os presentes, como de costume, às gargalhadas. Momento de grande emoção foi o dos agradecimentos da sobrinha do autor, Maria Anita, conhecida como Lia, que demonstrou toda a felicidade em ter a oportunidade de cuidar e amar José Barbosa, figura querida e admirada por todos no povoado e agora também conhecido e admirado na circunvizinhaça. Em breve, a ADL e o Projeto Memórias promoverão, na cidade de N. Sra. das Dores, o lançamento do livro “Meu nome é José Barbosa, meu apelido é Josias...”, cuja renda será toda revertida a atividades culturais e sociais. A cobertura jornalística do evento ficou a cargo da jornalista Delmanira Brito, do site visitedores.com. Sobre o autor: José Barbosa, o popular Josias, nasceu em 16 de janeiro de 1931 no povoado Itapicuru, em Nossa Senhora das Dores. Como muitos conterrâneos nordestinos ainda criança foi apresentado pelo pai (Aniceto Barbosa dos Santos) à literatura de cordel, pela qual se apaixonou. Após décadas trabalhando no Estado de São Paulo, ao aposentar-se retornou à terra natal. Em toda a região de Itapicuru e Capunga (Moita Bonita) é conhecido pelo seu estilo engraçado e versejador, um típico trovador a criar versos de improviso. José Barbosa é um cordelista eclético, encontrando inspiração para seus trabalhos no seu chão natal (destaque para Os fundadores do Itapicuru), no cotidiano do homem do campo (A queimada do Mucambo), mas estando também antenado com os acontecimentos do país e do mundo, escrevendo de um jeito engraçado sobre diversos temas do mundo atual como A morte de João Paulo II, A eleição de Barack Obama, A reunião do G-20, A morte de Pipita, A gripe suína, A queda do avião do vôo 447, A vaca louca, A Copa do Mundo no Brasil, dentre outros. A maioria dos seus trabalhos até hoje era inédita, sendo agora reunida pelo Projeto Memórias e pela Academia Dorense de Letras nesta obra. José Barbosa é um dos fundadores da Academia Dorense de Letras, ocupando a cadeira nº 2, cuja patronesse é a comunicadora Marizete Costa Vieira. Por, Professor João Paulo Araújo de Carvalho Presidente da Academia Dorense de Letras Confira as fotos aqui neste link: https://www.facebook.com/visitedores/photos/pcb.425817874237617/425803784239026/?type=1&theater fotos: Delmanira Brito visitedores.com

domingo, 11 de janeiro de 2015

LIVRO DE CORDELISTA DORENSE SERÁ LANÇADO NO PRÓXIMO DIA 16 DE JANEIRO

A Academia Dorense de Letras, em parceria com o Projeto Memórias, lançam no próximo dia 16 de janeiro o livro "Meu nome é José Barbosa, meu apelido é Josias...", que reúne a obra do acadêmico e cordelista José Barbosa. O livro será lançado no dia do aniversário de 84 anos do autor e você é nosso convidado especial para esta grande festa literária. Local: Escola Municipal Anísio Teixeira (povoado Itapicuru) Dia e horário: 16 de janeiro, às 9 horas Abraço fraterno, Professor João Paulo Araújo de Carvalho Presidente da Academia Dorense de Letras Ari Pereira de Souza Presidente do Projeto Memórias

sábado, 3 de janeiro de 2015

RETROSPECTIVA 2014: LITERATURA DORENSE

A literatura é a arte de escrever em prosa e verso, de retratar o real ou o imaginário por meio da poesia, da ficção, do ensaio... É um importante instrumento de transformação sócio-cultural, vez que o desenvolvimento de hábitos como a leitura e a escrita produz cidadãos mais conscientes e proativos, agentes de sua própria história. Desde que brotou a literatura em Nossa Senhora das Dores, no longínquo ano de 1897, quando o médico dorense Floro da Silveira Andrade publicou aquela que provavelmente foi a primeira obra escrita por um nativo da outrora terra dos Enforcados, as letras dorenses se desenvolveram lentamente. Em 2014, no entanto, a literatura na terra dos Enforcados viveu o melhor ano de sua secular história, o ano no qual mais talentos desabrocharam, o ano no qual mais autores dorenses laçaram suas obras, o ano no qual o município ganhou sua Academia de Letras... Em maio desse ano, mais precisamente no dia 07, ocorreu o lançamento do “Guia Perfil do Comércio”, revista que não é somente um catálogo de telefones comerciais da cidade, mas um rico manancial de informações culturais e históricas. Afinal, nele estão textos de pesquisadores locais sobre diversos aspectos do município, como pontos turísticos, fatos históricos, manifestações culturais etc. Uma produção da Editora Perfil, que também publica a “Revista Perfil”, na qual há mais de 10 anos existe uma coluna dedicada à Dores, o “Guia” de 2014 foi a terceira edição anual e no dia do seu lançamento, que contou com a participação de músicos dorenses e exposição de obras de artistas plásticos locais, ocorreu a primeira reunião para se discutir a possibilidade de criação de uma Academia de Letras em Dores. Uma Comissão foi formada, alguns escritores foram convidados, novas reuniões foram feitas, e no dia 11 de junho (aniversário de emancipação política do município) a Academia Dorense de Letras vinham a público. Aconteceu naquele dia, na Câmara Municipal, a sua instalação da ADL e a posse de seus membros fundadores, cujos discursos puderam ser feitos em sessões públicas realizadas nos meses seguintes. A criação da Academia Dorense de Letras começou a mostrar a Dores que o município era também um rico manancial de talentos literários, alguns poucos já conhecidos, outros que foram ganhando visibilidade e muitos que foram “descobertos”, ou porque sua obra não era conhecida pela comunidade ou porque ela estava adormecida nas gavetas e começou a se tornar pública. Afinal, escreve-se para que alguém leia, uma vez que só existe o escritor se existir o leitor, e vice-versa. E foi pensando nesta assertiva que a ADL passou a promover o encontro entre o escritor e o leitor. Assim, desde o mês de setembro, a Academia vem realizando a “Quinta Literária”, que acontece sempre numa quinta-feira em uma escola da cidade. Foram visitados em 2014 os Colégio Estadual Prof. Fernando Azevedo e Cenecista Francisco Porto e a Escola Municipal Arnaldo Garcez. A “Quinta Literária” é o momento no qual a Academia vai à escola e os acadêmicos, ou escritores convidados, dialogam com os estudantes sobre a importância da leitura e da escrita, suas obras ou as de outros autores locais, ou ainda debate algum tema solicitado pela escola ou alguma efeméride histórica.
"Quintas Literárias" O incentivo à leitura e à escrita é um dos grandes objetivos da ADL e da “Quinta Literária”. Inclusive, na primeira edição deste evento surgiu a ideia de se fazer uma obra coletiva reunindo textos dos alunos do Colégio Fernando Azevedo. Sob a liderança do acadêmico e professor da escola, Luís Carlos de Jesus, a ideia ganhou forma e no último dia 11 de dezembro 49 estudantes lançaram o livro “Histórias de Alunos”, composto por poesias, crônicas e artigos de opinião que versam sobre a cidade e alguns aspectos dos povoados. A obra foi muito bem recebida pela comunidade e ganhou proporções além fronteiras, chegando a ser lançada, com ampla cobertura da imprensa escrita e televisiva, na livraria Escariz em Aracaju, mostrando que em nossas escolas existem bons escritores que precisam ser incentivados e cujas obras têm que ser tornadas públicas. Aliás, 2014 foi o ano em que mais obras de autores dorenses foram tornadas públicas, inclusive com eventos de lançamento muito prestigiados pela comunidade local, quebrando o paradigma de que não se tem interesse pela literatura, de que o brasileiro, e por conseqüência o dorense, não gosta de ler. Além do livro “Histórias de Alunos”, Dores presenciou o “parto” de outras obras de grande qualidade literária. Em agosto, o poeta Jânio Vieira dos Santos lançou sua primeira obra, o livro de poesias “Quem sou eu?” (hoje na 2ª edição e já lançado também em cidades vizinhas), na qual poetisa sobre o amor, o cotidiano do menino do campo, a guerra, as letras e outros temas. Em novembro, durante o evento “A Sexta é nossa”, promovido pelo agente cultural e acadêmico da ADL Ari Pereira de Souza, foi lançada a coletânea composta por textos de alunos das escolas públicas municipais e estaduais que participaram da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa, com poemas, artigos de opinião e textos memorialistas. No mesmo mês, em Aracaju, o escritor e advogado dorense José Lima Santana lançou a 2ª edição de sua “História do saneamento básico em Sergipe”. Por fim, em dezembro, além do livro dos alunos do Fernando Azevedo já citado, veio à tona a obra poética de forte cunho social do jornalista Luciano Marques, que num belíssimo e concorrido evento cultural realizado na livraria Vida Nova, resgatando este elo autor-livraria-leitor, lançou seu “Meninos Esquecidos”. Eis as obras de autores dorenses lançadas em 2014, muito bem recebidas pelos leitores e que servirão de incentivo para que em 2015 novos talentos literários possam despontar e novos livros possam vir à público.
Lançamentos de livros marcaram 2014 em Nossa Senhora das Dores. Além do mais, autores dorenses radicados no estado de São Paulo fortaleceram suas raízes visitando a terra natal em busca de inspiração, visitando instituições culturais e colegas escritores e presenteando a comunidade com suas obras. É o caso dos poetas Miguel Messias dos Santos (natural do bairro Volta e residente há décadas em Atibaia/SP, onde foi um dos fundadores da Academia Literária Atibaiense) e Maria Anete Santana (nascida no povoado Maçaranduba e radicada na capital paulista, onde é professora) e do poeta, contista e ficcionista Manoel Cardoso (que brotou no povoado Taborda e hoje é destaque na maior metrópole da América Latina como Mestre em Literatura e escritor de dezenas de obras). 2014 foi igualmente o ano do reencontro entre Dores e a poetisa e cordelista Maria Salete da Costa Nascimento, que nasceu no povoado Gado Bravo Norte e reside há 40 anos em Estância, e que graças à Academia Dorense de Letras (da qual é uma das fundadoras) tem sido personagem ativa na cena literária da terra mãe.
Anete Santana na Biblioteca Municipal
Miguel Messias no Museu Caipira Mas a história da literatura dorense em 2014 não pára por aí, pois, ela também esteve inserida em grandes eventos realizados a nível estadual. Em outubro, durante o III Encontro Sergipano de Escritores, autores dorenses como Salete Nascimento, Jânio Vieira, Luís Carlos de Jesus e João Paulo Araújo de Carvalho puderam expor suas obras aos escritores e leitores presentes e vindos de várias partes de Sergipe e de outros Estados. Do mesmo modo, as atividades da Academia Dorense de Letras (e por conseqüência os autores locais) ganharam espaço em mesa redonda realizada durante o evento com representantes de todas as Academias de Sergipe.
III Encontro Sergipano de Escritores Em dezembro, foi a vez do resultado do I Concurso de Conto, Crônica e Poesia e do lançamento da I Antologia Literária Loja Maçônica Cotinguiba, em evento com centenas de pessoas de várias cidades sergipanas realizado na Loja de Aracaju. Na oportunidade, quatro jovens escritores dorenses (Jânio Vieira, Mércia Brito, Lucas Silva e Crisnanda Melo) tiveram seus textos selecionados no referido concurso, entre trabalhos de mais de duas centenas de estudantes de escolas públicas e particulares, para compor a Antologia e o escritor Jânio Vieira dos Santos, que começa a ficar conhecido na poesia, foi premiado com o 3º lugar na categoria contos, representando muito bem a tradição literária da cidade no referido concurso.
Dorenses na premiação do I Concurso de Conto, Crônica e Poesia Fotos: ADL, visitedores.com, socuricao.net, ASCOM/SEED